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A digitalização do conhecimento
“Vinte volumes ricamente encadernados que continham toda a informação necessária para qualquer trabalho escolar”. Se você tem mais de vinte anos, certamente se recorda de que esta era a descrição veiculada na maioria das propagandas das famosas enciclopédias, como a Barsa, a Delta Larousse e a Britânica.
Atualmente, qual o aluno que sequer ouviu falar destas enciclopédias? Na era da superinformação, o conhecimento ganhou tanto dinamismo que o papel deixou de ser o suporte preferencial para o arquivamento de informação. Os conteúdos precisam ser voláteis, no sentido de que podem ser acrescidos ou retificados, sem tanta imutabilidade, de forma a suportar a velocidade das relações humanas na era da internet.
A Web foi a responsável por possibilitar uma maior variedade das fontes de informação. A Wikipedia é uma enciclopédia digital que permite a contribuição de vários usuários, sem qualquer hierarquia ou preconceito. Não existem mais fontes “oficiais”, mas sim os wikipedistas, internautas que tem como bandeira a divulgação gratuita das idéias e de verbetes.
O problema reside, entretanto, na confiabilidade e credibilidade do que é publicado. Para esse caso, a resposta é simples: depende do uso que se faça da ferramenta. Não se deve utilizá-la como única fonte de informação, mas como uma espécie de auxílio, um tanto quanto precário, para o trabalho diário do jornalista.
Texto 7 - Wikipedia
Escrito por helana às 18h47
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Militância digital
O Terceiro Setor vem utilizando a internet como uma eficaz ferramenta de divulgação de seus ideais, atividades e eventos. A panfletagem agora é via e-mail, preservando o meio-ambiente e economizando os parcos recursos das ONG’s. As reuniões passam a ser feitas através de fóruns, salas de bate-papo, economizando tempo e conferindo maior praticidade.
Outra importante vantagem está na facilidade para divulgação das pequenas propostas, como, por exemplo, a do casal que decidiu militar em defesa das sementes naturais. Em outros tempos, tal atitude teria pouca repercussão, passando a ser um projeto essencialmente pessoal. Em tempos de internet, é possível, inclusive, encontrar outras pessoas que comunguem dos mesmos pensamentos.
Para aqueles que vêem a internet apenas como uma fonte de entretenimento e de acesso à informação, as ONG’s já vislumbraram o potencial da Web para promover as questões ambientais. PETA, Greenpeace, Cedeca, todos têm seus sítios personalizados para divulgar suas ações e parcerias. Desta forma, ficam um pouco menos dependentes das grandes mídias e acessíveis aos que se interessarem e se sensibilizarem por suas propostas.
Texto 6 - Web Ativismo
Escrito por helana às 20h44
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Youtube: você na TV
Agora qualquer um pode ter os seus quinze minutos de fama a partir de um simples clique no botão de upload. O Youtube, site que disponibiliza vídeos online, é uma ferramenta que possibilita tanto a exposição de produtos audiovisuais caseiros como trechos inteiros de filmes, o último capítulo da novela até o vídeo daquele seu cachorrinho.
Tudo parece ter virado tão interessante ao ponto de poder ser considerado notícia. Com o advento do celular com câmera, as personalidades famosas não estão a salvo de serem flagradas em atividades comuns do dia-a-dia e de terem sua intimidade exposta para toda a comunidade na internet.
Mas não só as estrelas são o alvo desses “descendentes de Glauber Rocha”. Com a famosa proposta do “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” foi que o universitário, estudante de veterinária, gravou um vídeo com a faxineira Sônia, no qual a doméstica tentava, em vão, dizer o nome do endereço do site YouTube.
Mas nem só de historinhas engraçadas é feito o site. São artistas em busca de fama que fazem do site uma hospedagem para suas interpretações artísticas, ensaios musicais, desenhos, danças, etc. O espaço é democrático, pois qualquer um pode publicar o que bem entender, respeitando-se, claro, o direito autoral e à proteção e sigilo da vida pessoal - o que, infelizmente, está longe de acontecer até que as leis sejam duras o suficiente para punir os responsáveis.
Texto 5 - YouTube
Escrito por helana às 15h47
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Páginas da vida online
Não é mais novidade que os profissionais responsáveis pelo setor de Recursos Humanos visitam os perfis no Orkut dos candidatos à vagas nas empresas, para verificar a sua procedência, gostos esquisitos. Afinal, qual a instituição que aceitaria empregar funcionário que admite publicamente estar na comunidade "Odeio o meu chefe"?
O Orkut foi lançado em janeiro de 2004, com a singela proposta de provar que apenas seis pessoas separavam uma da outra. A ferramenta recebeu o nome de seu criador, o engenheiro turco Orkut Büyükkokten, que desejava criar uma rede de relacionamentos entre os seus contatos. Hoje em dia, não tem apenas a função de aproximar pessoas em seus círculos de amizades, mas também é utilizado para estimular novos relacionamentos tanto pessoais como profissionais.
Em contrapartida, enquanto diversos profissionais já cometeram o famoso orkuticídio, outros não se incomodam em deixar (in)desejáveis rastros de suas vidas: a ferramenta deixou de ser apenas um site de relacionamentos para se tornar uma verdadeira apologia ao voyeurismo também.
Para o jornalismo, o site pode ser uma fonte vasta de personagens para matérias comportamentais. As comunidades (espécies de fóruns onde os usuários discutem temas de interesse comum) são verdadeiros repositórios de informação e entrevistados, aumentando a gama de depoimentos e de testemunhos da realidade (ou da virtualidade) no qual devem se pautar as reportagens.
Texto 4 - Orkut
Escrito por helana às 20h31
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Jornalismo Copy and Paste
No momento em que você lê este post, dezenas de matérias estão sendo produzidas e lançadas online minuto a minuto. Na era da informação, o dinamismo é a moeda corrente do jornalismo: poucos são os jornais que ainda não aderiram ao formato Web.
Aliás, atualmente já se fala até de uma nova versão, a chamada Web 2.0., que permite maior interatividade ao usuário, possibilitando que ele mesmo altere a cara do site, por exemplo. Entretanto, enquanto alguns já aderiram à nova versão, outros sequer transformaram em bits suas páginas impressas.
Além do desafio de se manter afiado com a nova tecnologia, surgem outros tipos de concorrência. Pouco a pouco, os sites de grandes jornais estão perdendo espaço para os mega-portais de notícias, como Terra, Uol e IG. Alguns deles, inclusive, possuem uma certa tradição jornalística, como o Uol, que pertence ao grupo Folha.
Aqueles que não possuem know-how jornalístico vão aprendendo com os erros e acertos do dia-a-dia. Entretanto, com o grau de desenvolvimento dos atuais meios de comunicação, não há mais espaço para amadorismos. A ética precisa estar sempre presente e fora do alcance de comandos simplórios de Control+C e Control+V.
Texto 3 - Portais jornalísticos
Escrito por helana às 20h32
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Minha vida é uma homepage aberta
Os diários pessoais, que antes eram considerados coisa de adolescente, ganham a web e levam o voyeurismo às últimas conseqüências.
Qual o adolescente que nunca surpreendeu a mãe mexendo em suas coisas, lendo seus escritos mais secretos que deveriam estar embaixo de sete chaves? Os diários pessoais, em que os jovens registravam suas angústias, medos e alegrias, deveriam ficar terminantemente longe de olhares curiosos, principalmente os dos parentes.
Atualmente, basta que o pai seja um pouquinho “antenado” com internet, para conseguir ter acesso à privacidade do filho com apenas um clique. A maioria dos blogs, ou diários virtuais, são espontaneamente colocados à disposição de qualquer usuário que navegue pela internet. Os comentários são entusiasticamente esperados: o que o blogueiro pretende ao expor suas idéias é, principalmente, repercutir.
Os jornais foram os que mais tardiamente aderiram à “onda dos blogs”. Muito embora a maioria dos jornalistas torcesse a cara para essa nova ferramenta, acreditando que se tratava apenas de um resgate tardio da puberdade, os blogs conquistaram o seu espaço na mídia. Hoje, os jornalistas não só divulgam suas matérias online, como também transmitem suas idéias e opiniões a quem quer que se mostre interessado por elas. E, acredite, o seu site está apenas à distância de uma busca do Google.
Texto 2 - Blogs
Escrito por helana às 20h58
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A ERA DA CONVERGÊNCIA
Foi-se o tempo em que alguém poderia permanecer alheio às inovações tecnológicas: os "neanderthais" da informática andam com os dias contados.
Há algum tempo, um aparelho que pudesse ser ao mesmo tempo rádio, TV, calculadora, câmera fotográfica e telefone pareceria uma engenhoca digna dos fantasiosos filmes do 007. Em pleno século XXI, o "James Bond" da atualidade não precisa ser agente secreto nem mesmo um alto executivo. Os aparelhos que possuem múltiplas funções ganham o bolso e a vida daqueles que não movimentam grandes investimentos, mas utilizam o celular para pagar contas de água, luz e o colégio das crianças.
A Internet tem sido a bomba propulsora dessas mudanças. Entretanto, não foi apenas o cotidiano das pessoas que foi alterado: o dia-a-dia dos meios de comunicação tradicionais (TV, rádio e o jornal impresso) também sofreu modificações profundas no modo como estruturavam suas informações.
A mídia online apareceu, então, para transformar o modo como o conteúdo vem sendo divulgado. São inúmeras as empresas jornalísticas que passaram a ver a Web como uma seara lucrativa para proporcionar notícia a quem precisa estar antenado com o dinamismo da evolução tecnológica.
O resultado disso é que a inclusão digital vem proporcionando uma nova faceta da Globalização: o surgimento de uma coletividade virtual. O conceito, criado pelo teórico da comunicação Pierre Lèvy, remete a existência de um cidadão que não pode deixar de estar conectado com mundo, sob pena de não poder mais participar das questões relevantes de seu contexto social.
As comunidades online são as “Ágoras modernas”, onde fóruns de discussão e sites de relacionamento promovem a interação entre pessoas que não estão presentes fisicamente, mas que compartilham idéias, costumes e mensagens instantâneas entre si.
Texto 1 - Convergência Digital
Escrito por helana às 20h38
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